A deficiência de vitamina D no organismo de atletas pode estar associada ao maior risco de lesões. Estudo publicado em 2015 pelo American Journal of Sports Medicine reporta que os níveis dessa vitamina são significativamente menores em esportistas com pelo menos uma fratura de osso. Além do controle do sono e da nutrição balanceada, os níveis de vitamina D também devem ser monitorados no atleta.

Menor força muscular também pode ser relacionada à falta dessa vitamina, sugerindo uma maior propensão para lesões durante períodos de treinos mais intensos. Da mesma forma, por terem sido identificados receptores de vitamina nas células do sistema imune, a deficiência severa desta vitamina tem sido implicada como um dos fatores relacionados ao maior surgimento de infecções, especialmente respiratórias, em atletas de alto rendimento.

Associada a valores mais aumentados de marcadores de catabolismo ósseo, essa deficiência tem sido implicada como um potencial fator associado para o surgimento de fraturas de estresse.

De acordo com o Dr. Felipe Henning Gaia Duarte, médico da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM-SP), tem surgido cada vez mais trabalhos relacionando a possibilidade da suplementação de vitamina D com a melhora da saúde óssea dos atletas e performance, especialmente naqueles com deficiência ou mesmo insuficiência desta vitamina.

“No que concerne a saúde óssea, os trabalhos publicados são mais consistentes em demonstrar melhora da qualidade óssea (por TC quantitativa) e melhora dos marcadores plasmáticos de osteometabolismo naqueles que corrigiram seus níveis de vitamina D”, explica o especialista. Ele ainda aponta que trabalhos internacionais mostram deficiência de vitamina D em cerca de 54% atletas, número que pode ser mais alto em regiões com maior tempo de duração do inverno e menor presença de luz solar. 

Com a proximidade das Olímpiadas, os médicos da SBEM-SP sugerem aos atletas a procura de um endocrinologista para realizar uma avaliação sobre o status da vitamina D e metabolismo ósseo. “Como cada vez mais os detalhes podem fazer diferença num ambiente de alta competitividade. A correção da hipovitaminose D pode, ao menos, minimizar um dos fatores que reduzem  a chance de se obter a meta olímpica”, conclui Dr. Gaia.

A luz solar é a principal fonte de vitamina D, também encontrada em alimentos como peixes, ovos e leite. A vitamina D ajuda o organismo a absorver cálcio para manter os ossos densos, além de manter uma grande variedade de funções metabólicas.