Sediada em um dos principais mercados consumidores do Brasil, a 40 Graus-Feira de Calçados e Acessórios chega cercada de expectativas. Para as indústrias, o evento é a oportunidade de levar às regiões Norte e Nordeste do país o que de melhor a produção nacional de calçados desenvolveu pensando especificamente nesses estados. O potencial de consumo do varejo local empolga os expositores, que projetam um volume de vendas acima do registrado no ano passado.
A possibilidade de estreitar laços com clientes já consolidados, e de conhecer novos lojistas, anima a coordenadora de Marketing da Fasolo, Paula Ferri. “Esperamos que a feira gere bons resultados, caso ultrapassemos o nosso objetivo previsto, que é sempre vendas, será ainda melhor. Na feira, buscamos fazer contatos com clientes antigos e conhecer clientes novos”, afirma a coordenadora. Para a diretora de Mercado da Merkator Feiras e Eventos, promotora da 40 Graus, Roberta Pletsch, a possibilidade de aproximação com o varejo da região é um dos pontos fortes da feira. “Temos trabalhado para gerar esse relacionamento próximo com o lojista desses estados e garantir a presença sempre maior destes profissionais em nossa feira”, reforça.
Ainda que consolidar relacionamentos para futuras venda seja importante, a indústria busca também fechar negócios já durante o evento. “Nossas expectativas são as melhores possíveis, já que estamos começando o ano. Estamos indo para a 40 Graus pela primeira vez, mas o nosso mercado do Norte e Nordeste é forte, então vamos ao encontro de nossos clientes. Buscamos vender sandálias e rasteiras, já que o principal produto é o da moda verão”, explica Antônio Romanini, sócio da marca Tchocco.
Outro ponto forte da 40 Graus é a preparação que os expositores fazem para a feira. As indústrias têm apostado em coleções especiais para a região, e o evento funciona também como plataforma de lançamento das coleções. “Queremos vender, mostrar a coleção e divulgar para os principais clientes. Buscamos apresentar os novos produtos que têm como diferencial o design, seguindo tendências antenadas. Na feira, teremos produtos da coleção verão e inverno 2016, focando um pouco em cada estação”, destaca o analista de Marketing da marca Klassipé, Paulo Roberto do Nascimento Souza.
Mesmo otimista, o mercado entende o momento econômico, mas acredita que é possível superar as dificuldades. “Esperamos que aconteçam muitas vendas. O pessoal ainda está um pouco retraído, mas acreditamos que, passando o carnaval, as vendas irão crescer, por isso estamos otimistas. Queremos continuar o trabalho que estamos fazendo no Nordeste. Se tivermos novos clientes, ótimo, mas buscamos mesmo firmar parcerias com os antigos. O mercado do Nordeste é muito próspero e já está consumindo mais que o Sudeste e Sul”, ressalta Ricardo Rocha, Desenvolvimento e Comercial da marca Via Júpiter.
O otimismo é explicado também pelo crescimento constante da feira, que chega à sua quarta edição. “A feira passada foi boa, nesta ocasião esperamos vender bastante e aguardamos ansiosos pelos resultados positivos que virão. A empresa apresentará a coleção de inverno”, salienta a assistente de vendas da marca VVT, Sandra Guess. A consolidação da feira também é destacada pelo Merkator Feiras e Eventos, Frederico Pletsch. “O momento da feira, que cresce a cada ano, justifica as projeções otimistas, mesmo com o atual cenário econômico. Acredito que teremos uma ótima feira”, afirma.
A feira conta com o apoio dos seguintes sindicatos: Sindicato da Indústria de Calçados de Estância Velha, Sindicato da Indústria de Calçados de Ivoti, Sindicato da Indústria de Calçados de Igrejinha, Sindicato da Indústria de Calçados de Novo Hamburgo, Sindicato da Indústria de Calçados de Parobé, Sindicato da Indústria de Calçados de Sapiranga e Sindicato da Indústria de Calçados de Três Coroas.