O Festival de Salzburgo é conhecido como o maior e mais importante festival do mundo e essa fama, de fato, pode ser comprovada por inúmeros superlativos – não apenas em razão do número de espetáculos, dos visitantes a cada ano ou dos ingressos disponíveis. Ópera, teatro e concertos e, de tudo, o melhor, eis a ideia que levou à criação do Festival de Salzburgo: todos os grandes nomes – maestros, diretores, cantores, atores de fama mundial – têm encontro marcado em julho e agosto às margens do rio Salzach.

O Festival convida para vivenciar espetáculos incomparáveis, oferecendo um charme todo especial. Como já resumiu o criador do Festival, Max Reinhardt: “A cidade inteira torna-se palco”. Criado em 1920 pelo produtor e diretor de teatro alemão Max Reinhardt, o compositor alemão Richard Strauss e o escritor austríaco Hugo von Hofmannsthal, desde a sua fundação o Festival se caracteriza pelo seu alto nível reunindo os melhores e mais apreciados artistas do mundo.

Isto faz com que cerca 250.000 visitantes vindo de mais de 70 nações diferentes estejam presentes a cada edição. Em 2015, entre 18 de julho e 30 de agosto, mais de 180 eventos são apresentados em 12 palcos diferentes, como por exemplo nos principais teatros Grosses Festspielhaus (teatro grande, com 2.200 lugares), o Haus für Mozart (palco especialmente desenvolvido para as operas de Mozart, com 1.800 lugares) ou a Felsenreitschule (teatro medieval entalhado numa rocha no centro da cidade, com 1.700 lugares).

O programa musical inclui anualmente mais de 80 concertos e cinco à sete produções de opera. As grandes atrações são renomeadas orquestras como esse ano as Filarmônicas de Viena e de Berlim, a Boston Symphony Orchestra, a Israel Philharmonic Orchestra, a Budapest Festival Orchestra, a jovem West-Eastern Divan Orchestra com Daniel Barenboim, e famosos regentes e solistas como Zubin Mehta, Riccardo Muti, Sir Simon Rattle, Arcadi Volodos, Maurizio Pollini, Yo- Yo Ma, Plácido Domingo, Anna Netrebko, entre muitos outros. A oferta das óperas inclui esse ano  Le Nozze di Figaro, de Wolfgang A. Mozart, Fidelio – a única ópera de Ludwig van Beethoven, com Jonas Kaufmann como protagonista, e La Conquista de México do compositor alemão Wolfgang Rihm. E voltam os grandes sucessos Il Trovatore de Giuseppe Verdi,  Norma de Vincenzo Bellini e Der Rosenkavalier, de Richard Strauss.

Para a realização são gastos  60 milhões de euros, dos quais 75 % são financiados pelo próprio festival. Durante os 44 dias são disponibilizados 225.000  ingressos. Além de ser um exímio evento cultural é também um grande evento social  sendo  coberto por  550 jornalistas internacionais