Com o passar do tempo, a pele sofre com a perda de tonicidade, elasticidade e firmeza, o que, de fato, gera um pesadelo para boa parte das pessoas. No caso, as causas principais da flacidez estão relacionadas ao próprio envelhecimento da pele, hábitos como o uso de cigarro, bebidas, falta de exercício físico, além de fatores genéticos, distensões da pele – com perda e ganho de peso (efeito sanfona), etc.

O dermatologista  Abdo Salomão, membro da Sociedade Brasileira de laser em Medicina e Cirurgia e da American Academy of Dermatology, cita outros fatores que contribuem para a flacidez, como exposição solar (dano celular por conta dos raios UV agridem a estrutura de sustentação da pele) e alimentação. “Do ponto de vista da pele, o cuidado mais importante é evitar hábito de exposição excessiva ao sol e usar protetor solar no mínimo duas vezes ao dia. Do ponto de vista de saúde, é preciso evitar sobrepeso e ter uma alimentação balanceada, saber a procedência da carne que come, por exemplo”, afirma. Para o médico, é importante também atentar-se ao cuidado com a acne. “É necessário ressaltar que as espinhas podem gerar muitas cicatrizes no rosto, além de destruírem o colágeno, o que pode provocar flacidez precoce”, explica o dermatologista. O Dr. Abdo também menciona que as pessoas tendem a confundir flacidez com celulite. “Devemos deixar claro que a celulite se trata de ondulações da pele que pioram quando ‘apertamos’ com a mão. Flacidez é uma deficiência de tônus, da firmeza da pele. O próprio exame físico não deixa dúvidas quanto ao diagnóstico”, afirma.

Existem hoje procedimentos específicos voltados ao combate à flacidez corporal ou facial. Uma das principais novidades para esse tipo de tratamento é o Megafocus, um ultrassom microfocado da Plataforma Solon (da LMG Lasers). Com apenas uma sessão, já é possível notar melhora significativa no aspecto da pele, por causa do estímulo de produção de colágeno. Segundo o médico o equipamento consegue atingir o músculo e o enrijece.

“O músculo sofre uma contração imediata ao ser atingido pelos pontos de coagulação e isso produz um efeito lifting, que pode apresentar evolução no período de três meses após o procedimento, quando o novo colágeno continua a ser produzido”, afirma.

O médico destaca ainda que o objetivo é “encurtar o músculo para tracionar a pele para cima, resultando em um efeito lifting não cirúrgico”. O equipamento age de dentro para fora, sem atingir a epiderme e, dessa forma, a recuperação é imediata. “O paciente pode voltar às atividades de rotina no mesmo dia, já que os sintomas melhoram rapidamente. É importante lembrar que o tratamento é bastante seguro”, finaliza.