A pedido da Alianza Contra la Piratería de Televisión Paga , associação antipirataria das empresas líderes da indústria de TV por assinatura na América Latina,  contratou, a NetNames, uma consultora do Reino Unido, que elaborou um publicou um estudo atual completo sobre pirataria online ilegal de vídeos na América do Sul. O estudo abrange nove países (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru, Paraguai, Uruguai e Venezuela) e analisa os dados de uso de Internet nesses países pelo período de um mês, focando nos três ecossistemas principais de pirataria audiovisual:

Cyberlockers: serviços de hospedagem de arquivos que usam um ou mais servidores para distribuir vídeos a pessoas que têm acesso aos servidores. Exemplos incluem Uptobox e Uploaded.net.

Peer-to-Peer: uma rede de computadores na qual cada um age como servidor para outros computador, permitindo acesso compartilhado a arquivos sem a necessidade de um servidor central. Exemplos incluem BitTorrent, Ares, Pirate Bay e Cuevana.

Transmissão IPTV ilegal: Serviços que dão acesso a conteúdo de TV ao vivo, como eventos esportivos, canais de conteúdo premium e canais de emissoras populares que são distribuídos sem autorização, como o Roja Directa

O estudo revela conclusões importantes e demonstra os comportamentos dos usuários infratores e os diferentes métodos utilizados para capturar e distribuir ilegalmente conteúdos audiovisuais online. Esse estudo, o primeiro na América do Sul, quantifica a pirataria online de vídeos especificamente na América do Sul:

  • De cerca de 222,3 milhões de usuários de Internet na América do Sul, cerca de 50%, ou 110,5 milhões, acessaram um site que distribui conteúdos audiovisuais pirateados por meio de um cyberlocker, uma rede peer-to-peer ou um site de transmissão IPTV ilegal.
  • O número de usuários únicos de cada um dos três ecossistemas de pirataria durante o estudo de um mês é o segunte:

 

  1. Cyberlockers: 62,7 milhões de usuários únicos, representando 28,2% de todos os usuários de Internet da América do Sul
  2. Peer-to-Peer: 46,1 milhões de usuários únicos, representando 20,7% de todos os usuários de Internet da América do Sul
  3. Transmissão IPTV ilegal: 8,8 milhões de usuários únicos, representando 4% de todos os usuários de Internet da América do Sul

Em outras conclusões, a NetNames analisou o número total de largura de banda utilizada na América do Sul para acessar ilegalmente conteúdo de vídeos online e concluiu que 789 petabytes (PBs) de utilização de largura de banda era atribuível a usuários de cyberlockers, peer-to-peer e transmissão IPTV ilegal, representando uma estimativa de 1,5 bilhão de horas de visualização online.

  1. Cyberlockers: 442 milhões de Pbs, ou aproximadamente 632 milhões de horas anualmente (14 horas por usuário de cyberlocker)
  2. Peer-to-Peer: 265 milhões de PBs, ou aproximadamente 379 milhões de horas anualmente (8 horas por usuário de peer-to-peer)

Transmissão IPTV ilegal: 82 milhões de Pbs, ou aproximadamente 366 milhões de horas anualmente (29 horas por usuário de cyberlocker)

“A pirataria online de vídeos representa uma ameaça substancial à proteção de direitos de propriedade intelectual. Todos sabemos que ela existe, mas essa é a primeira vez que a indústria de TV por assinatura na América do Sul faz um esforço para descrever e quantificar essa ameaça. Esse é o primeiro passo necessário para conscientizar as pessoas sobre esse problema. Isso ajudará a Alianza divulgar o problema e desenvolver estratégias para combater esse tipo de pirataria. As audiências na América do Sul merecem aproveitar a grande variedade de conteúdo audiovisual que está disponível para consumo, tanto em formatos tradicionais quanto online, mas a proteção de propriedade intelectual deve ser absoluta” afirma Michael Hartman, Vice-Presidente Sênior e Diretor Jurídico da DIRECTV Latin America.