A Sociedade Brasileira de Clínica Médica está empenhada a mudar o estarrecedor panorama da incidência de problemas cardíacos entre as mulheres brasileiras. Por meio da campanha Mulher Coração, cuja embaixadora é a diretora do instituto Ayrton Senna, Viviane Senna, realiza ações permanentes de conscientização sobre a importância da prevenção e redução dos altos índices de mortalidade.

Uma das ações da campanha será a divulgação de frases de alerta e  esclarecimento em todos os painéis das estradas do sistema ARTESP – Agência  de Transporte do Estado de São Paulo hoje,  dia 8 de março, Dia Internacional  da Mulher. Paralelamente, a SBCM apresenta aqui dados de uma pesquisa  inédita realizada com 692 brasileiras, mapeando o histórico de saúde,
seus hábitos de vida, fatores de estresse e rotina profissional, relacionando o  conjunto dessas informações aos riscos de eventos cardiovasculares.

Atualmente as doenças cardíacas na mulher já ultrapassam as estatísticas  dos tumores de mama e útero. Segundo dados recentes da Organização  Mundial da Saúde (OMS), respondem por um terço das mortes no mundo,  com 8,5 milhões de óbitos por ano, ou seja, mais de 23 mil mulheres por dia.  Entre as brasileiras, principalmente acima dos 40 anos, as cardiopatias chegam
a representar 30% das causas de morte, a maior taxa da América Latina.

A campanha Mulher Coração responde assim à demanda surgida em virtude de um novo estilo de vida da mulher, cujo acúmulo de funções eleva o risco de problemas cardiovasculares. O foco principal é conscientizar quanto aos sintomas, que são diferentes do que acontece com os homens e pouco divulgados na mídia.

A campanha Mulher Coração visa alertar autoridades, gestores e comunidade sobre o aumento significativo dos eventos cardiovasculares entre o gênero feminino.

 Diante de tal realidade, alguns dados coletados pela pesquisa da  campanha Mulher Coração são alentadores. Em primeiro lugar, mais da  metade das mulheres pesquisadas está na faixa de 36 a 55 anos, uma fase  em que há mais preocupação com mudança de hábitos, busca pela vida mais  saudável e cuidados preventivos. Porém, essa faixa etária também é a que as mulheres têm a vida mais ativa, ou seja, trabalham e cuidam da família e dos filhos.

Quase 55% das mulheres pesquisadas trabalham mais de 8 horas por dia, sem contar a rotina familiar e doméstica, que geralmente é  bastante estressante e cansativa.    Cerca de 70% delas acredita que o estresse é causado pelo trabalho. Depois aparecem ansiedade, família, violência e trânsito, respectivamente, como fatores adicionais.

Quase 80% possuem histórico de hipertensão na família e cerca de 70% histórico  de doenças cardiovasculares que são importantes fatores de risco. Felizmente,  mais de 70% delas já consultaram um clínico geral ou cardiologista sobre  a saúde de seu coração. Praticamente 70% delas tem o costume de ir  ao ginecologista pelo menos uma vez ao ano.

Pouco mais da metade faz quatro ou mais refeições por dia, o que é uma das principais recomendações dos nutricionistas e profissionais da saúde para manutenção de um bom hábito alimentar. Apenas 15% se declararam fumantes ou ex-fumantes e mais de 60% pratica atividades físicas de uma a duas vezes por semana o que, apesar de parecer pouco, traz grandes benefícios ao corpo. Quase 80% das mulheres fazem atividades de lazer de 1 a 2 vezes por semana.

Conheça a íntegra da pesquisa em www.sbcm.org.br
Ou em www.mulhercoracao.com.br/