Paulo – MAS-SP exibe, a partir do dia 8 de agosto, a exposição Ad Maiorem Dei Gloriam: 200 anos de restauração da
Companhia de Jesus, com curadoria do Professor Dr .Dalton Sala e museografia de Maria
Alice Milliet e Sílvia Bressiane. A mostra conta com diversas obras
significativas – entre esculturas, talhas e pinturas – e alguns textos que
traçam uma linha do tempo com a história dos jesuítas, especialmente no Brasil.
acervo do MAS-SP que se relacionam com a evangelização praticada pelos
jesuítas, contando a trajetória da Companhia desde sua fundação até os dias de
hoje, com especial atenção à produção cultural e artística associada a sua ação
catequizadora. Obras como as esculturas representando Santo Inácio de Loiola,
São José e São Francisco Xavier, bem como uma tela de 1897
retratando Padre Anchieta, pintada por Benedito Calixto de Jesus em
1897, são alguns dos destaques.
reconhecida pelo Papa Paulo III em 1540, a Companhia de Jesus, também conhecida
como a ordem dos jesuítas, foi liderada por Inácio de Loyola e teve
atuação marcante na expansão ultramarina de Portugal e Espanha, disseminando o
Evangelho aos pagãos e nas novas terras descobertas. Não obstante as dimensões
dessa obra, injunções políticas pressionaram o papa Clemente XIV a suprimir a
Companhia por meio da bula Dominus ac Redemptor, em 21 de julho de 1773.
41 anos depois, em 7 de agosto de 1814, outra bula papal restaurava a
Companhia de Jesus: “os padres retomaram seu trabalho de catequese e de
educação, culminando com a eleição de um padre jesuíta para ocupar o trono de
São Pedro, em 2013, com o nome de Francisco I.”, comenta Dalton Sala.
pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), mestre em História da Arte e
doutor em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicação e Artes da
Universidade de São Paulo (USP), é crítico de arte, curador de exposições, fotógrafo
documentarista, realizador de documentários em vídeo digital e professor de
História da Arte Colonial Brasileira. Foi coordenador do Arquivo de Arte da
Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, diretor do Arquivo de Arte da Fundação
Bienal de São Paulo, e colabora, no Brasil, com diversos museus, fundações e
instituições de arte e cultura. Presta consultoria junto a coleções
particulares e também dirige uma empresa destinada a realizar documentários em
vídeo digital sobre arte e história da arte.
.Imperdível!

