A estilista Maísa Gouveia, especializada em roupa de festa e à frente de um ateliê que leva seu nome em Goiânia, teve vestido incluído na recém-inaugurada 3ª edição da mostra “Fashioning Power, Fashioning Peace”, na The President Woodrow Wilson House – única casa-museu de ex-dirigente norte-americano, para onde o 28º presidente dos Estados Unidos da América e sua esposa Edith se mudaram, em 1921, após deixar a Casa Branca.

foto divulgação

 

Mesmo assoberbada com as entregas de noivas e madrinhas, Maísa caiu de cabeça ao receber convite da produtora e vencedora do Capital Emmy Award Rayza González, presidente da Global Couture U.S., instituição sediada no distrito federal americano que conecta criadores, stylists e modelos de diversas procedências e etnias, e que coordena o “Fashioning Power, Fashioning Peace”. A colombiana tomou conhecimento do trabalho de Maísa através de uma foto de vestido publicada na Fashion Magazine e imediatamente não se fez de rogada. Correu atrás, fez contato em março e convidou Maísa que, ao lado da filha e sócia Natália, entrou em modo Fórmula 1 até conseguir levar o vestido para o EUA quase na reta final, tudo pago pelo evento.

Confeccionado em zibelina de seda pura off-white, o tomara-que-caia com decote coração e saia godê, do tipo que Christian Dior amaria, tem um pé na Tropicália: impressionou de José Forteza, diretor da Vogue Latinoamérica à alta sociedade da capital com a pintura manual do artista visual Celso Afonso, amigo convocado para dar um up no look e que não titubeou: suas aves tropicais repetiram o deslumbramento causado pelos 50 indígenas tupinambás importados para colorir o rega-bofe palaciano dos Reis da França, Rei Henrique II e da Rainha Catarina de Médicis, na Rouen de 1550.