Léo Shehtman, em sua 38ª participação na CASACOR ,  propõe um novo desafio em sua trajetória: criar um espaço maximalista, intenso, afetivo e profundamente sensorial — sem abrir mão da arquitetura contemporânea que marca sua obra. Esta edição 2026 em São Paulo, traz o  tema “Mente e Coração”, assim seu ambiente  nasce do encontro entre memória e razão. O coração aparece no acúmulo afetivo dos objetos: peças herdadas, lembranças de família, achados garimpados, móveis e elementos que atravessaram o tempo e carregam histórias. São objetos da avó, da mãe, da casa, da vida — presenças que transformam o espaço em uma construção emocional.

 

Léo Shehtman foto divulgação

A mente se revela na arquitetura, na escolha dos materiais, na funcionalidade e na atmosfera criada para acolher o pensamento. Mesmo rico em cores, camadas e referências, o ambiente convida à pausa, à reflexão, ao relaxamento e à gratidão. É um lugar para olhar, sentir, lembrar e  também raciocinar.Com paredes e teto vermelhos, o espaço assume a cor como gesto de coragem e intensidade. O piso de madeira reaproveitado da própria construção traz memória, sustentabilidade e permanência, criando uma ponte entre passado e presente.Neste projeto, o maximalismo não é excesso gratuito. É afeto acumulado. É memória editada pela arquitetura. É coração organizado pela mente.